Vou lutar e não vou parar enquanto não acabar o que vim aqui fazer. É melhor que não te metas no caminho, pois eu não tenho mais nada a dizer. Se for preciso, vou dizer que não doeu e fingir que o fardo não é pesado.
Pelo que vale a pena, eu não desisto. Pelo que vale a pena eu arrisco. Pelo que vale a pena, eu taparia o Sol, só para deixar brilhar a luz dos teus olhos. Pelo que vale a pena, atravessaria a nado os oceanos da Terra, e a correria pelos quatro cantos do Mundo. Pelo que vale a pena, faria mais um buraco na lua. Pelo que vale a pena.
Não confundas o certo com aquilo que até pode ser, muito menos com o errado. Enquanto eu danço a noite toda, não faças aquilo que eu sempre quis fazer: porque quando se fica, fica-se a valer.
Deixa a tua mente divagar, e depois leva-a de volta áqueles tempos em que fingiamos que estavamos bem assim. Nessa altura qualquer olhar, gesto ou palavra suspeita seria o suficiente para desencadear uma qualquer reacção química que resultaria numa paixão desenfreada. Normalmente um fogo tão grande só tem duas opções: ou queima até não haver mais por onde arder; ou as condições atmosféricas, juntando todas as condições necessárias, por um fim á catástrofe futura. A verdade é que nada se cria e nada se perde, tudo se transforma: bem como a paixão. Agora nada nem ninguém pode interferir. Até pode ser uma fantasia elaborada, mas a verdade é que me soa a um óptimo ponto para começar.
Não chores, não confundas as coisas. Compra um bilhete de comboio, o próximo que saia daqui: entra e não olhes para trás. Não leves guarda-chuva, sente o que de melhor existe. Leva um amigo, daqueles em quem podes confiar: mais uma lição para um dia perfeito.
Esconde as feridas e mostra a criança que há em ti. Leva o teu ego a passear enquanto as pessoas param para olhar. É como o inspirar antes do mergulho!
Estamos sempre á procura de alguém para sermos e de algo para fazermos. Sentimo-nos estupidos por confiarmos e acreditarmos incondicionalmente em alguém, sem garantias de sucesso. Escrevemos as direcções certas a tomar na palma da mão e criamos planos-mais-que-perfeitos. Mas quem garante que a Divina Providência não troca o Norte pelo Sul, o Este pelo Oeste, o certo pelo errado e nos oferece numa bandeja um mundo ao contrário daquele que conhecemos? A resposta é simples: estamos juntos nesta aventura, sem mapas, sem sinais; desde que fiques aqui, nada está perdido.