Quando o Sol começa a querer espreitar, a festa acaba e nós ainda estamos eufóricos. Chegamos a casa e vamos directos para o chuveiro, para limpar restos de uma noite frenética. Ainda meios tontos mas já deitados, tentamos organizar pensamentos: sem arrependimentos e sem desculpas esta noite. Adormecemos com zumbido nos ouvidos e a cantarolar baixinho a música da noite. Tudo isto em perfeita sintonia...e a quilómetros de distância um do outro.
Tu és uma das poucas obras-primas que a Divina Providência decidiu criar, filho da Mãe Natureza: com pele cor de pérola e a voz que me arrepia a pele, foste feito para mim, a minha metade, o meu complemento.
Quando me vês dançar, sentes-te vivo. Eu vejo-te com os olhos a brilhar e a suspirar, como se os meus rodopios provacassem um sorriso espontâneo nos teus lábios.